sábado, 10 de junho de 2017

WERA KRIJANOVISKAIA (2ª PARTE)

John Wilmot , Segundo Conde de Rochester (1647 – 1680), fora um escritor famoso envolvido em diversos escândalos durante sua breve vida.
Rochester era a resposta a requisição de Wera. Ele utilizou todas as suas possibilidade para se tornar visível a senhora Krijanowskaia em seu primeiro contato. A afinidade entre ambos permitiu que rapidamente Rochester não precisasse mais desse procedimento, pois Wera sentia e reconhecia com falicidade sua presença. O espírito do Conde de Rochester descortinou o mundo astral a sua pupila. Ela aprendeu a se comunicar sem total perda da consciência como acontecia antes.
Ele ensinou a Wera Ivanovna os mistérios do ocultismo, ela escreveu com ele romances históricos em um francês apurado e clássico. Esses romances eram posteriormente traduzidos para o russo. No momento de escrever Wera apresentava forte perda de coloração, completa palidez a tomava, e apressada solicitada que lhe trouxessem papel e lápis. Escrevia com vertiginosa velocidade, em trinta minutos era capaz de escrever trinta páginas em letras pequenas e bem desenhadas.
Os romances de Wera Krijanowskaia, produzidos a partir dos dezoito anos, começaram a ser publicados. Um após o outro o sucesso era quase que instantâneo, os livros se esgotavam rapidamente. A elite dos escritores afirmava que Wera não era uma escritora, entretanto, os leitores tinham opinião diferente. A academia francesa ofereceu a Wera Krijanowskaia o título de Honra por seu romance “O Chanceler de Ferro”, devido ao seu contexto histórico e sua descrição precisa quanto aos costumes e organização da sociedade egípcia.
A Academia Imperial de Ciências da Russia lhe ofertou uma menção de honra pela descrição perfeita da sociedade Tcheca na época em que viveu Jan Huss (Luminares Tchecos). A descrição do enterro da Rainha Hatasu não recebeu a mesma menção honrosa porque Wera morreu antes da descoberta de sua tumba no Egito cinquenta anos mais tarde.
Os diálogos com o espírito de Ambroise Paré (1510-1592), famoso cirurgião francês, deram a Wera uma surpreendente habilidade para diagnosticar doenças. Sob o patrocínio desse espírito ela começou a fazer emprego dessas habilidades no tratamento de doenças. 
Wera ganhou notoriedade com os livros, muitos repórteres desejavam lhe entrevistar. Entretanto, sua timidez e modestia a faziam recusar tais encontros. Ela sempre afirmara que as honras pelo trabalho pertenciam a Rochester, o verdadeiro autor.
Com a Revolução de 1917 Wera perdeu todos os seus bens, viu seus livros serem queimados e novamente cair na miséria. Mudou-se para Tallin (atual capital da Estônia), entretanto, ninguém queria saber de uma velha e pobre senhora que falava de espíritos e coisas atribuídas a magia.
O reconhecimento público desaparecera, e ela que sempre apresentou saúde frágil, somando-se a miséria e a falta de comida, envelhecera precocemente. Cortava lenha para sobreviver. Afirmava que se não fosse cristã e crente em Deus teria cometido suicídio devido aos sofrimentos que passara. Sua filha e alguns fieis amigos a auxiliavam com o que podiam. Wera morrera em completa miséria, em um pequeno quarto, vestindo trapos e quase em completa solidão, salvo a presença de alguns dedicados amigos espirituais. A previsão de Rochester se cumprira. Wera Ivanovna Krijanowskaia soubera desempenhar seu papel com maestria, podendo ser apontada como a médium que produziu os mais fidedignos romances históricos da História do Espiritismo. Seu legado ainda nos toca através das obras de Rochester e a cada prece que a ela elevamos afirma se sentir recompensada por tudo que passou. 
Sendo grata a Deus.
   ESTA É A SEPULTURA ONDE AS CINZAS DA SENHORA WERA KRIJANOVISCAIA ESTÃO ENTERRADAS.
Obs: Esse material inédito foi traduzido por Oxana Kurbanova a partir de diversas biografia escritas em russo e por mim redigidas com o auxílio de um amigo espiritual que fez questão de não querer se identificar.  
Rafael de Figueiredo - nasbrumasdamente.blog.com